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Depois de sair do Pavilhão Dourado fomos para o outro super templo de Kyoto, o Kiyomizu-dera. O templo tem apenas 1.000 anos… e é considerado uma maravilha da marcenaria. O balcão principal e toda a estrutura de madeira por baixo não tem pregos!! Um dos folhetos que eu li fala que os responsáveis pelo templo são obrigados a trocar a cobertura de madeira do chão a cada 10 anos porque os sapatos femininos ficam causando “danos” e a água infiltra na madeira apodrecendo-a mais rápido. Eu fui de boot… nada de salto agulha.

Esse templo é um complexo de prédios e leva um certo tempo para visitá-lo, o que, claro, nós não tínhamos muito. O nosso ônibus nos deixou no “estacionamento” e subimos uma ruela ladeada de lojinhas e mais lojinhas. A ruazinha estava lotada! E olha que era sexta-feira… imagina no fim de semana!!!

Dá pra ver nosso colega guia ali no meio, acenando?

Afinal chegamos lá na entrada. Dois pórticos imensos. E junta todo mundo para uma foto…

Foto oficial do grupo em Kyoto. Depois mandaram pra todo mundo por e-mail!

Depois que entramos ficou cada um por si com horário para voltar ao ônibus no estacionamento. Meu dedinho nervoso começou a funcionar!!! Ainda bem que eu não estava ligando pras lojinhas. Assim deu para aproveitar o templo mais tempo.

Vista da galera chegando ao templo.

As pessoas sobem pela outra escada. Deu para posar na frente desta!

Interessante que as pessoas vão todas logo para a entrada e ignoram os prédios auxiliares.

Minha fixação pelas árvores continuou firme e forte!

Na frente de tudo quanto é templo sempre há uma fonte. E geralmente a água sai da boca de um dragão. Aqui não é diferente. Mas a água tava fria!!!

Vista do balcão principal. O colorido das árvores!

Olhando para baixo do balcão principal. A fonte Kiyomizu (água pura) está lá em baixo.

Vista do outro prédio do templo. É dali que a galera pula.

Se vc leu a legenda acima deve ter se perguntado “como é? a galera pula?”. Parece que há um ditado no Japão “pular do palco de Kiyomizu” que significa dar um passo decisivo e mudar de vida. Parece que a galera leva a sério e várias pessoas  já pularam mesmo dali. De acordo com a intérprete a taxa de sobrevivência é de 80%… nem tão mal hein?

Mais um daqueles recantos fofos que as pessoas ignoram... a não ser para pendurar as plaquinhas com seus pedidos.

E o prédio principal começa a aparecer atrás das árvores a medida que vou chegando no balcão do prédio secundário (de onde a galera pula).

Vista do prédio principal (cara... sem pregos!!! incrível!!) onde está a estátua de Kannon com 11 cabeças para quem os devotos vão rezar. Enquanto eu estava ali no balcão do prédio secundário ninguém tentou pular.

Em vez de voltar e pegar a escadinha pra descer, preferi pegar a trilha que serpenteia em meio às árvores. Bela vista! Olha só a estrutura (sem pregos!!!) que sustenta o prédio.

De volta ao meio das árvores. Havia macaquinhos discutindo entre si, mas não consegui fotografá-los!

Primeira vista do pagode entre as árvores.

Era um prazer simplesmente olhar para cima e ver o contraste das folhas das árvores contra o céu azul!!!

No final do caminho, lá em baixo, a fonte Kiyomizu. São 3 filetes. Beber deles lhe traria sabedoria, saúde e beleza (acho). Mas como estava lotado e eu não sabia ainda essa história da água, preferi não ir lá beber. Tudo bem, voltei em janeiro!!! Ah...os chapéizinhos amarelos são as criancas em excursão escolar.

Voltando para a entrada do templo pelo caminho de baixo tem-se uma vista privilegiada da estrutura monstruosa de madeira. Uau...

No caminho, uma estátua de Buda. Sempre tem uma... ou duas... ou várias!

Aí vc olha pra cima e tem uma visão estonteante do pagode surgindo dentre a vegetação outonal. Eu dei sorte... o céu estava deslumbrante.

Mais uma foto do pagode... com outro enquadramento!

Perto da saída duas turistas vestidas de gueixa. E a turistada tirando foto!!! (eu tb)

Mais uma foto do pagode com o laguinho inesperado. Se bem que todo templo budista que se preze tem que ter laguinho e riachinho.

Placa com ilustração esquemática do complexo do templo.

Vista do mesmo lugar onde eu posei, só que desta vez do outro lado.

Cá entre nós. Essas cores parecem falsas!!!! Acho que uma das cartas da rainha de copas passou aqui com a tinta vermelha!!!

Pois é… e assim saí do complexo dos templos. Desci a ruazinha das lojinhas e comprei um conjunto de sete diferentes Manekinekos (há significado para as cores, a posição das patas e para o que eles seguram). Eles agora estão aqui acenando de cima da prateleirinha que há acima da minha cama.

Pegamos o ônibus e fomos largados na estação. Deu tempo de comprar os doces para o pessoal do trabalho (chocolates embaladinhos com papel com desenhos de gueixas) e comprar algo para comer com função de almoço tardio. Pegamos o shinkansen de volta, conseguimos entrever muito rapidamente o Monte Fuji antes que ele se encondesse entre as nuvens (mais impressionante ainda qd vc o vê por alguns segundos apenas) e voltamos de trem para o nosso alojamento.

Shinkansen chegando. Me posicionei estrategicamente para tirar uma foto do nariz de pato desse trem.

Claro que, como sempre, SEMPRE há um perdido, o colega do Vietnan que ficou reclamando que todos estavam falando demais no trem local, se afastou um pouco e meio que adormeceu em pé. Quando chegou nossa estação ele não desceu. Por hábito todos checamos se os outros estão ali… onde está o Sr. Nam? Nos viramos para o trem e ele lá dentro de olhos fechados. Começamos a gritar, ele abriu os olhos e as portas fecharam!!! O japa da AOTS ficou lá esperando ele voltar enquanto nós caminhamos de volta ao alojamento. Algo me diz que no dia seguinte iam brincar um bocado com ele.

Tsc tsc tsc… sempre tem um perdido.

Kinkaku-ji é mais conhecido como o Pavilhão Dourado. Com toda a razão pois ele é folheado a ouro. Mesmo! Quem o construiu foi um xogum que se dedicou ao sacerdócio no século XIV. O lugar é deslumbrante. O local foi transformado em templo após a morte do xogum conforme suas ordens. Incrivelmente o pavilhão foi destruído por um incêndio criminoso em 1950 (virou livro e tudo) causado por um monge obcecado com o lugar. O pavilhão foi reconstruído igualzinho, até o folheado a ouro foi reproduzido.

O único problema ali é tirar fotos sem ter uma galera aparecendo… até que eu consegui fazer isso com certo esforço e paciência.

Chega-se no local e já se dá de cara com essas malditas árvores em cores outonais.

Até agora é um belo parque...

Tem umas árvores que vc tem a nítida impressão de estarem ali desde o século XIV.

Passa-se pela bilheteria, faz-se uma curva no caminho e toma-se aquele choque... c#$%&!!!

É deslumbrante!!! Especialmente com o reflexo na água! Eu vi fotos do lugar no inverno (recomendo uma breve olhada no google imagens). É mais bonito ainda!!! Sujeito nojento esse xogum!!!  Como todo jardim japonês, ele foi cuidadosamente planejado para parecer um pedacinho do paraíso na terra. Tudo idealisticamente natural.

Uma das 30 fotos tiradas de tudo quanto é ângulo possível.

E vamos contornando o pavilhão.

No alto do pavilhão há uma estátua de Fênix.

Em vez de um galo, uma fênix... Gostei!!!

Sim... eu tenho fixação nas árvores outonais. Puxa.. é bonito!!

Claro que é proibido entrar no pavilhão. Mas o entorno é um charme só. E cheio de carpas que vêm nos mandar beijinhos na esperança que joguemos pão pra elas.

O laguinho.

Eu fiquei vendo vermelho o tempo todo... na maior calma!!

Cores... mais cores!!! Enquadramento...

Depois de deixar a parte da frente, com o pavilhão, o caminho serpenteia por trás, passa por um outro laguinho e por um conjunto de estátuas nas quais as pessoas jogam dinheiro sem razão aparente. A intérprete disse que há alguns anos atrás alguém jogou uma moedinha e as pessoas começaram a imitar, mas não há razão nenhuma para isso.

Até aqui a galera é maria vai com as outras.

E fascinação com as árvores continua. Com direito a vislumbre do pavilhão.

Linda árvore contra o sol.

Close das folhas douradas!

Depois de continuar na trilha e passar pela casinha de chá, uma bela vista do alto do pavilhão.

Uma coisa interessante deste lugar é que não demora muito tempo para visitá-lo. A maioria dos templos são, na verdade, complexos com diversos prédios. Esse não. Vc dá uma volta, vê tudo… baba bastante e já está do lado de fora. Junto com zilhões de outros turistas!!!

Kyoto – parte 1

Eu e o grupo de IP Trainers fomos a Kyoto nos dias 26 e 27 de novembro como parte do curso. Fomos de Shinkansen, o trem bala, visitamos a Universidade de Kyoto (a cidade tem várias universidades, faculdades e colégios) e visitamos dois dos principais templos.

Kyoto inteira é considerada Herança Cultural da Humanidade. Depois que você visita um templo vc já está concordando. Depois que te dizem que estima-se que existam 3.000 templos na cidade vc fica realmente impressionado (puxa… e eu só fui a dois!!!).

Durante a Segunda Guerra Mundial a cidade foi poupada dos bombardeios porque havia alguém entre os americanos (esqueci o nome) que insistiu para que a cidade fosse poupada devido aos tesouros que guardava. A cidade chegou a ser incluída como possível alvo da bomba atômica!!! Exatamente por ser um dos principais berços da cultura japonesa… o que tornaria sua destruição um golpe muito mais dolorido do que destruição de outras cidades. Ainda bem que desistiram. Exatamente por ter sido poupada, Kyoto é uma das poucas cidades em que são encontradas construções legitimamente tradicionais ou antigas.

Olhando superficialmente, Kyoto parece com qualquer outra grande cidade. Tem cerca de 1,5 milhões de habitantes, um paredão de montanhas de um lado e um rio que a cruza de norte a sul. Alguns templos estão bem à vista. Mas a grande maioria é discreta… atrás de muros ou no meio de parques.

Novembro é um dos meses disputados em Kyoto. É outono e a galera fica ensandecida para ver as maravilhosas paisagens enfeitadas de vermelho e dourado. Como sou uma seguidora do mote “em Roma faça como os romanos”, deixei-me ensandecer também e desenvolvi um dedo nervoso no disparador da câmera fotográfica. Portanto separei esse post em três partes.

Eu voltei lá no meio de janeiro (futuro post Kyoto parte 4) e embora tudo continuasse lindo, a diferença na vegetação é gritante. Onde antes a floresta parecia pegar fogo, agora via-se muitas árvores peladas.

Mas de qualquer maneira esse post é sobre Kyoto no finzinho de novembro… Um frio!!! Kyoto é mais fria que Tokyo.

O grupo era bem grandinho, 14 integrantes do curso de IP Trainers, 2 de pesquisa (eu e o Lu), a intérprete e dois tomando conta (um da APIC e outro da AOTS). Fomos pegar o Shinkansen na estação Tokyo que é IMENSA (mas não é a maior) e como era a maior galera e os japas que tomavam conta de nós ficavam meio preocupados em ninguém se perder (sempre tem um perdido…), um dos nossos colegas indianos, o Sr. Ganesh (sim… esse é o nome dele de verdade, eu tenho o cartão para provar!) levantou o guarda-chuva e ficou andando que nem aqueles guias de turismo com uma bandeirinha. Apesar de ser engraçado funcionou muito bem e eu não resisti e tirei fotos.

Apresento-lhes o Sr. Ganesh Hingmire, em pose de guia de turismo para a fotógrafa amadora aqui.

A estação Tokyo, cheia de gente e nosso guia lá na frente. Admitamos... foi útil. Ninguém se perdeu!

É raro eu colocar alguma foto comigo aqui, especialmente porque como eu ando sozinha e não gosto de pedir para os outros tirarem fotos de mim (e acreditem… apesar de serem japoneses, a galera por aqui se enrola com a minha câmera japonesa!!) desta vez eu tenho algumas fotos com a minha carinha.

Alguém me pediu para tirar uma foto em frente ao Shinkansen e depois se ofereceu para tirar uma minha... bem... deixei né?

Me apaixonei pelo Shinkansen. MUITO mais confortável que um avião. MUITO espaço para as pernas. MUITO silencioso e não vibra NADA. E o melhor: ao invés de ter que chegar com horas de antecedência para pegar um avião, aqui vc chega 10 min antes e tá legal! Nada de ser revistado, pode levar o que quiser na bagagem… o paraíso do viajante. O preço é semelhante ao de uma passagem aérea. Um avião demoraria 1 h pra chegar em Kyoto, o Nozomi (há vários tipos de shinkansen, esse é o mais rápido chegando a 300 km/h) demora 2:20h. Só que os aeroportos aqui são longe… e o de Kyoto tb é longe.

Bem…chegamos na estação de Kyoto que é super modernosa, almoçamos rapidinho e formos para a Universidade assistir uma palestra altamente soporífera.

Universidade de Kyoto. Quando vc entra em algum dos prédios também tem que tirar os sapatos. Para os visitantes há flip-flops, os alunos e professores costumam levar seus próprios chinelinhos.

Depois da palestra, check-in no hotel e noite livre. Eu e a Gladys (das Filipinas) e Yoko-san (a intérprete que já era amiga da Gladys) fomos andar pela cidade. Aliás Yoko-san foi nos mostrar a parte mais tradicional. Mas antes passamos pela estação novamente pq ela queria tirar dinheiro no caixa eletrônico. Na frente da estação fica a Kyoto Tower, prima mais modesta da Tokyo Tower. Dentro da estação havia uma árvore de natal gigante. Subimos por dentro da estação (que é ôca, como o casco de um navio – essa é a idéia) para vê-la.

Kyoto Tower... Quer subir? Hummm... sinceramente... não. Chega de ver cidades grandes de cima.

A árvore vista de baixo. Grandinha né?

A mesma árvore vista do alto das escadas rolantes. Ficou pequena!! Lá de cima uma interessante, e congelante, vista de Kyoto.

Lá no alto a Yoko-san quis nos mostrar um dos lados da vista e foi direto na direção de uma das muretas. Só que o que ela não viu e eu e a Gladys sim é que havia um casalzinho de namorados lá! E não estava escuro nem nada. Ela estava tão distraída que só os viu quando quase tropeçou neles. Foi uma cena esquisita. Eu, Gladys e até o casalzinho olhando para Yoko-san e ela nem aí. Tadinha… pediu um milhão de desculpas e depois ficou rindo sem graça pra gente. Ela é um amor.

Pegamos um taxi e fomos pro bairro Gion. É o bairro que tem os restaurantes típicos, os bares e… as Gueixas!!! As verdadeiras, não as fake (turistas vestidas de gueixa). As ruas em geral são todas estreitinhas.

Ruazinha típica da parte tradicional do bairro Gion. Lâmpadas e arquitetura muito próprias da cidade.

O teatro do outro lado do rio.

Fomos para um restaurantezinho muito simpático e bem escondido. No caminho demos de cara com a gravação de alguma coisa: novela, filme, série… sabe-se lá. Mas havia um sujeito de terno com duas moças vestidas de maikos. A intérprete insistiu para eu tirar uma foto.

A filmagem... O contra-regra não gostou de me ver tirando uma foto... fomos enxotadas. Mas tudo bem... eles estavam enxotando todo mundo. Mas aquele era o caminho pro restaurante.

O engraçado era que o restaurante ficava ao lado de uma pontezinha que ficou famosa porcausa de uma novela. Eu não tirei foto mas descobri depois que há uma foto desta mesma ponte com o restaurante ao fundo no meu guia de viagem que é aquele Guia Visual da Publifolha… Odd!!!

Enquanto estávamos jantando o pessoal da gravação veio parar na frente da pontezinha e minhas acompanhantes ficaram espiando o que estava acontecendo. Quando saímos do restaurante a equipe ainda estava lá e o mesmo contra-regra nos viu. Só que desta vez ele não tentou nos enxotar. Afinal.. a gente estava no direito de estar ali. Acabáramos de sair do restaurante! Como não ia dar pra sair por aquele lado por causa da gravação (devia se passar pelos anos 50 ou 60 devido à aparência de um carro que estava sendo utilizado), fomos pelo outro lado. Yoko-san queria nos mostrar o bairro das gueixas propriamente dito. E demos sorte. Indo para lá vimos uma gueixa verdadeira na sua corridinha típica. A intérprete disse para tirar foto pq elas não param pra ninguém. Os turistas podem pensar que sim, mas elas NÃO SÃO atrações turísticas. Tempo é dinheiro para elas.

That's the real thing!!! Graças à paradinha no sinal eu consegui tirar essa foto meio porca!!

Do outro lado da rua que a Gueixa ia atravessar ficam os restaurantes REALMENTE tradicionais. Vc não pode simplesmente entrar ou mesmo tentar fazer uma reserva. Para conseguir uma reserva algum dos frequentadores habituais tem que apresentar vc. Isso é que é QI!!! Em frente ao principal restaurante fica sempre uma galerinha pra ver as gueixas entrando e saindo. Confesso que achei meio mico fazer isso… passamos direto e ficamos andando por ali com a intérprete contando causos envolvendo gueixas famosas. Ela nos mostrou algumas das casas de gueixas. Há um pedaço de madeira escura com o nome da casa e madeiras claras com os nomes das gueixas e das maikos.

Uma casa de gueixas. NÃO, não é uma casa da luz vermelha!!!

Depois disso pegamos outro taxi e voltamos para o hotel. Dormir, descansar pq o dia seguinte haveria dois templos pra visitar.

Tokyo Big Sight

No dia 25 de novmbro eu e meu colega de pesquisa fomos levados ao pavilhão de exposições, tipo o Riocentro, daqui. Íamos ver uma exposição de inventores. Confesso que eu não estava exatamente animada, pois era uma exposição com fins comerciais… os caras mostrando seus produtoss patenteados e procurando quem estivesse interessado em comprar ou investir. E, ao contrário do que vcs podem estar pensando, não tinha nenhuma daquelas invenções malucas que se espera de uma “exposição de inventores”… nenhum professor Pardal ali.

O local se chama popularmente Tokyo Big Sight e se localiza em Daiba, que é uma ilha na baía de Tóquio. Chega-se lá pela Rainbow Bridge ou por um trem elevado que serpenteia através dos prédios do sul to Tóquio (região nova) e passa por baixo da Rainbow Bridge. O passeio no trem já é bem legal. A vista é ótima. Acho que tirei fotos disso em outro dia que fui lá.

De qualquer maneira o lugar é show. Vc sai do trem, passa por uns elevados e vê o monstrengo. Convenhamos… outra das coisas impossíveis de não se ver em Tóquio se vc estiver a alguns quilômetros de distância.

Me pareceu faraônico... talvez sejam as quatro pirâmides invertidas.

Os locais de exposição se localizam no subsolo. Na verdade o térreo. Subsolo pra quem chega por cima. As pirâmides invertidas são os salões de conferência. Eu bem que quis subir, mas infelizmente não podia. Nada de de observatório.

Do outro lado desta passarela eu vi algo esquisito enfiado no jardim. Nunca vou saber o que era aquilo.

Homenagem ao carpinteiro desconhecido?

O Japão é cheio de coisas estranhas. E muito, muito, muito concreto!!!

No dia 19 de novembro, três colegas do curso de IP Trainers resolveram ir a Roppongi, ao prédio Midtown para comer e ver um jardim que tem espetáculo luminoso com musica. Foi recomendado pela intérprete do curso, Okasaki-san. Elas me convidaram e eu fui… Oba, comer direito, em um restaurante e com boa companhia. Lá foram as quatro, de táxi, porque era perto e estava um frio horroroso (aquele semana foi o inicio do gelo por aqui). Os taxis são engraçados. Primeiro que você só pode entrar e sair pelo lado esquerdo. Os bancos são forrados com renda na parte de cima, que nem as poltronas e sofás que de vez em quando aparecem em filmes antigos. E as portas abrem e fecham automaticamente. Não é necessário aquele aviso “não bata a porta quando sair”. Os motoristas usam quepe e luvas brancas.

Taxista. Como eu não tirei uma foto como essa, mas queria mostrar como é, tirei daqui.

 Chegamos lá com chuva. Atravessamos a rua correndo (já que o taxi só te deixa do lado esquerdo da rua) e entramos no prédio. Exploramos tudo por dentro, achamos um restaurante interessante. Comemos pizza, petiscos, bebemos vinho e fomos em busca do tal jardim. Muito legal.. as arvores em volta todas decoradas e um grande retângulo com luzinhas azuis e brancas que mudam o padrão de acordo com uma música que fica tocando o tempo todo. Estava muito frio, e como decidiram ir lá de repente, eu não levei minha câmera.

Abaixo uma foto tirada por uma das colegas em que estou toda encolhida de frio.

Brrrrr....

Mas resolvi voltar outro dia. E no dia 24 não teve seminário e eu e minha câmera fomos novamente a Midtown. Estava frio, mas um pouco menos do que na semana anterior.O prédio em si e seu entorno já era todo decorado.

Uma das muitas entradas do prédio. E as luzes mudavam de cor.

Outra entrada do prédio... há várias.

Na parte de trás uma das saídas é no segundo andar e dá em uma plataforma. De um lado a avenida iluminada com a Tokyo Tower ao fundo.

Do outro lado da passarela, árvores com outro tipo de iluminação.

O que não dá para ver na foto é que as luzes azuis estão "escorrendo" pelos fios... Parece que há uma chuva de luzes de cada uma dessas árvores. Muito legal!

Já o jardim é outra história. Fica uma galera assistindo. Eu fiz uma gravação dos efeitos do jardim. É muito bonito. A música dura uns 20 minutos e recomeça. É bem suave, com sons que “correm” e um som que parece respiração ao fundo. Eu filmei… mas é chato ficar vendo mais de 15 minutos de video de algo que parece feito para aqules CDs de relaxamento. Mas eu tirei zilhões de fotos e coloquei aqui em baixo pra vcs terem uma idéia. Todas as linhas que vcs vêm se movem… como se a luz estivesse correndo, junto com a música.

Aí eu mudei de ponto de vista na passarela.   

   

  

Bacana, não? Valeu o quase congelamento das mãos.

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